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Lisboa Paulo Muhongo
Poesia

Eu não quero mais nada que não seja Lisboa

Paulo MuhongoPoema · 2 estrofes · 20 versos
Na cidade do amor, meus pés mergulharam. Das fontes de Camões, onde eu nasci, Jorraram versos de Molière, no deleite da poesia gaulesa. Dos seus pratos refinados fui bem servido, Mas em mim, amor algum floresceu por aquelas terras. De longe, vi-te, Lisboa, E, embora não quisesse aproximar-me, No teu leito encontrei serenidade, Uma tranquilidade que nem mesmo o solo Que me viu nascer soube dar-me. Hoje, não quero mais nada além de ti. O mundo inteiro se funde em ti.
Qualquer desejo de explorar novos horizontes Para mim é alheio; nem Paris, Londres, Veneza ou Washington comparam-se aos teus encantos O que tenho aqui é mais nobre Que todas essas cidades barricadas possam oferecer Tenho paz e, do pouco que possuo, Vivo como rei entre risos e abraços sinceros, Que em nenhum outro lugar encontrei.
Leia a seguir · Poesia Mulher africana, nos trilhos de Lisboa Um poema sobre a mulher africana imigrante em Lisboa: o exílio, a maternidade, o trabalho e o direito à alegria.
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Paulo Muhongo
Sobre o autor

Paulo Muhongo é poeta, crítico literário e analista político, em Lisboa. Escreve sobre África, poder e a palavra escrita.

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