
Nesta manhã, enquanto penetrava
As nuvens impregnadas de bruma,
Entre pedaladas rumo ao desconhecido,
Nesse compasso, rasgava-se-me o coração,
Submerso, subitamente, na saudade
De quem, por perto, não está, por mero egoísmo.
Enquanto o vento frio do Tejo me gelava a face,
Lágrimas puras jorravam-me do coração,
Como de uma fonte sem princípio.